Vinil e cerveja

Tempo livre, vou ouvir música. Vou tomar uma cerveja também.

28 de fevereiro de 2014


Foto: Virgilio de Barros

Bem, vou ouvir... aquele disco que comprei na semana passada. Abro o armário e o procuro entre os demais. Isso mesmo, abro o armário onde guardo meus discos de vinil. Computador? Mp3? Excelente! Muito bom, prático, posso ouvir no carro e em casa quando estou fazendo outras coisas. Mas quando tenho tempo de ouvir, apreciar um disco, vai ser um disco vinil.

Pego o álbum: ele é muito bacana! Há apenas um disco, mas a capa é dupla e se abre ao meio, assim como um livro. Dentro dela tem um encarte com as letras das músicas e fotos da banda. Tudo que está ali impresso combina com as faixas do disco. Quando se abre a capa, uma fotografia ocupa seus dois lados internos. O cheiro do papel me chama a atenção. A foto mostra a banda dentro do estúdio, o que me remete à capa de um disco de outra banda, só que em 3D. Fico um tempão usando aqueles óculos curtindo as fotografias tridimensionais. Quando retiro o disco de dentro do protetor de plástico, me volto a atenção para o selo, aquele adesivo circular que fica no centro do lp (long play). No selo do “lado A” tem a relação de todas as faixas do lp; no “lado B” tem um desenho com um efeito visual bem legal quando o colocamos para girar no toca discos. O disco é todo preto e gira em 33 rotações por minuto (33 rpm). Mas existem, também, os discos de vinil coloridos (vermelho, azul, amarelo) e outros que têm a capa impressa no disco (picture disc).

Opa, minha cerveja! Escolhi uma do estilo pale ale para começar. Cerveja leve, pouco alcoólica, com 5,0% de graduação e com um amargor delicioso, uma típica cerveja inglesa. Tenho uma coleção de copos de cerveja, escolho um pint, modelo de copo de boca larga e que consegue acomodar 568 mililitros, quase o volume total da garrafa de 600 ml. Pelo fato de ser grande, o barato deste copo é que te permite tomar a cerveja sem ter de servi-la a todo momento. Também fica mais bacana de se ver a cor da breja e curtir o aroma do lúpulo. Enquanto vou tomando, vou acompanhando as faixas do lado A do disco, lendo as letras e vendo o movimento do lp na pick-up. O lado A acabou e, juntamente com ele, minha cerveja.

Viro o disco para o lado B. Abro outra garrafa, um pouco mais lupulada (amarga) que a primeira, agora do estilo IPA – india pale ale. Volto a curtir as letras das músicas, a cerveja, o disco rodando, a espuma, as fotos, os aromas.

Notaram algumas semelhanças entre ouvir um disco e tomar uma cerveja? Nós brasileiros estamos descobrindo novos sabores de cervejas e redescobrindo o prazer de ouvir um disco de vinil. Se música e cerveja se dão tão bem, um disco de vinil e uma cerveja especial são, então, bons e velhos amigos. Eles têm a mesma velocidade. Trata-se de uma experiência muito agradável, você estando sozinho ou bem acompanhado. A diferença é que entre amigos, certamente o tempo passará mais rápido, como se tudo estivesse girando em 45 rpm!


Clube do LP

E-mail: fabriciopbastos@yahoo.com.br

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