Brassagem em balão, documentário e muita aventura marcam o lançamento da Cerveja Lift Limone

A cerveja foi inspirada no programa “Mais Leve que o Ar”, do Canal Off e promete ser muito refrescante para tirar o “pé da galera do chão”

6 de junho de 2017


Amanhã, dia 07/06 (quarta-feira), acontece o lançamento da cerveja Lift Limone em Belo Horizonte (MG), junto ao documentário “Tudo na Vida Tem uma Origem”, que conta a história do surgimento da Lift de forma bem inusitada, com a própria cerveja sendo brassada em um voo de balão.  

O blog do Price Beer já havia noticiado o nascimento da cerveja Lift Limone há meses, porém, naquela ocasião, a cerveja tinha sido produzida de forma "caseira", tendo recebido elogio de especialistas e entusiastas. Os cervejeiros responsáveis pela produção do seu primeiro lote foram Guilherme Fonseca e Henrique Mafra.

Seu idealizador, Flávio Cremonesi, mais conhecido como Limonada, é personagem do programa “Mais Leve que o Ar”, do canal Off, no qual explora diversos territórios a bordo de um balão com os parceiros Feodor Nenov e José Nelson Barretta. A cerveja Lift Limone teve seu nome influenciado pelo apelido Limonada e é do estilo Farmhouse Ale, com doses de limão siciliano, além de pimenta da jamaica e cardamomo.

Junto ao lançamento da Lift, acontecerá o lançamento do documentário “Tudo na Vida Tem uma Origem”, o qual é narrado, em grande parte, em um voo de balão, onde é realizada uma brasagem em pequena escala da própria Lift, como homenagem a essa cerveja com inspirações no elemento ar.

ASSISTA AO DOCUMENTÁRIO

 

O documentário foi dirigido por Bernardo Bôscoli, da produtora carioca Manjubinha Filmes, que é a mesma produtora do programa “Mais Leve que o Ar”. O roteiro é de autoria do próprio Limonada, que foi motivado a dar início a essa aventura pelo cervejeiro Guilherme Fonseca, logo após a produção do primeiro lote da Lift.

Após o lançamento oficial da Lift, a mesma poderá ser encontrada em alguns estabelecimentos de Belo Horizonte, dentre eles o Tasting Room Casa Olec (bairro Santo Antônio), que foi o palco do primeiro contato e conversa entre Limonada, Guilherme e Henrique para o início da história da Lift. Outros estabelecimentos que comercializarão a Lift são: Protótipo Bar (Santa Teresa), Wäls Gastropub (Savassi), Craft Station (Savassi), Bar do Edinho (Santo Antônio) e Bar do Salomão (Serra).

O segundo lote da Lift, que será lançado amanhã à partir das 19h, na CASAMIRADOR Savassi, foi produzido de forma colaborativa na Cervejaria Capa Preta de Nova Lima (MG) e teve como cervejeiros o Lucas Godinho, da anfitriã Capa Preta e Henrique Mafra, da Lift.

Balção da Casa OLEC, com Guilherme, Henrique e Limonada.

 

SERVIÇO

Lançamento da Cerveja Lift

Data: 07/06/2017.

Local: CASAMIRADOR Savassi. Rua dos Inconfidentes, 900 – Savassi. Belo Horizonte – MG.

Mais informações: https://www.facebook.com/events/631402940392095/

 

Confira abaixo um depoimento do próprio Limonada sobre o dia da gravação no balão:

1% x 99%

No início de abril do presente ano, aconteceu um evento daqueles que são totalmente disruptivos, inspiradores, criativos, inovadores, e claro, com uma boa dose de espiritualidade! É pra mexer com os sentimentos das pessoas! Uma brassagem de cerveja num voo de balão. A cerveja Lift foi inspirada do elemento “ar”; o balonismo e o paraquedismo homenagearam seu nascimento lá no alto do céu!

Paralelo ao voo e tudo que envolve a aventura, a montagem da “cozinha” (pra fazer a cerveja Lift) no cesto do balão e aos preparativos dos paraquedistas, ainda havia uma decisão que nenhum ser humano do planeta Terra pode influenciar: se vai chover ou não. E no balonismo, com chuva, todos ficam com os pés no chão!

Assim, a data com todo time da aventura foi marcada numa antecedência confortável, pois, nos dias atuais é uma missão conciliar agendas.

As chuvas fortes na região sudeste brasileira já haviam passado, como o mestre Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, ou só, Tom Jobim disse: “... são as águas de março fechando o verão; é a promessa de vida no teu coração”. Poxa, já era abril.

Perfeito. Semana do voo organizada com as câmeras devidamente checadas pra gravarmos! Agendas totalmente amarradas! Local organizado! Logística milimetricamente decidida! E, plano de voo desenhado!

Logo no início da semana (do voo e de toda a aventura) o Comandante da aeronave ligou: “Limonada, no final da semana (quinta e sexta) todos os sites de meteorologia indicam que vai chover. É melhor desmarcar e jogar pra outra semana”. De uma certa forma, preferi não entender o recado do Comandante. A resposta: “Comandante, vamos aguardar mais próximo do dia do voo em si (sexta-feira).” Quanto mais próximo do dia desejado, a previsão do tempo é mais acertada.

Logo na primeira hora da manhã na quarta-feira, o Comandante da aeronave volta a ligar: “Limonada, a situação esta ruim pra voarmos na sexta. A chuva vem mesmo. Além dos sites de meteorologia, os previsores do CMA1 do aeroporto internacional de São Paulo indicam que vai ser uma sexta-feira chuvosa”. Nesse momento, já estava chegando em nossa base no interior de São Paulo que todos iriam se reunir, tipo, concentração da equipe antes da aventura. Fiz uma pergunta ao Comandante: “Qual a probabilidade de não chover?”. Ele respondeu: 1%. Ah, vale uma ressalva, as semanas anteriores, os dias estavam típico “céu de brigadeiro”; e óbvio, a semana seguinte, o céu estaria totalmente azul pra voar também (e realmente ficou).

Chegou a quinta-feira; véspera do voo. Amanheceu com chuva. Acordei às 5:48h com o barulho da chuva e levemente frio; nos outros 364 dias do ano, seria perfeito pra aquela "reta final" do sono. Só pensava na probabilidade 1%. Ao longo do dia, abandonaria o 1% e me agarraria no efeito “milagre”. Segue o jogo. Levantei, fui até o jardim da nossa base. Descalço, pisei na terra molhada, deixei a chuva cair no corpo e na alma. O pescoço estava num ângulo de 90 graus com o céu.

O Comandante novamente falou: “Limonada, liga pra galera que esta vindo de Belo Horizonte, São Paulo e desmarca. Viagem longa deles, pra chegar aqui e não rolar o voo”. Me afastei de todos da casa. Fui até um gramado. Fiz uma oração, saquei o celular e liguei para os cervejeiros em Belo Horizonte. Quando liguei, eles estavam num posto de gasolina abastecendo o carro pra pegar a estrada. Avisei que só um milagre pra voarmos na sexta-feira. Um dos cervejeiros reforçou: “Limonada, nós vamos de qualquer jeito, nem que seja, pra brindarmos uma cerveja com todos”. Putz, depois de ter escutado isso, meus olhos tinham mais água que as nuvens passando pela minha cabeça. Esse é o espírito do time!

Falei pro Comandante que os cervejeiros viriam mesmo se tivesse um dilúvio. E no mínimo, brindariam uma cerveja com ele. Comandante ficou mais aliviado, pois, a responsabilidade da aeronave é totalmente dele.

Conheço o Comandante da aeronave há 15 anos. Temos uma conexão, além de uma amizade do dia a dia, pois, já foram tantas aventuras e voos incríveis, além da relação entre as nossas famílias. Enfim, perguntei de novo, chances pro voo; respondeu, só um milagre mesmo.

Na quinta-feira, deixei de lado todos os sites de meteorologia e fiquei olhando pro céu. Movimentação das nuvens e conectando com toda a espiritualidade que conheço.

Ah, lembrei de um voo, em Tafi del Valle, no interior da Argentina que fizemos na gravação da temporada 2 do programa “Mais Leve que o Ar” do canal off; onde o tempo estava horroroso e precisávamos fazer 2 voos, antes de seguir viagem rumo ao Chile/oceano Pacífico. Enfim, chegamos com chuva. Amanheceu céu lindo e voamos. No dia seguinte, outro voo. E fomos embora com chuva, depois, dos voos executados. Só pensava nesse episódio naquela quinta-feira, que fiquei com torcicolo de tanto que olhei pro céu.

Na noite da quinta-feira, todos estavam juntos, reunidos. Fizemos um jantar com a churrasqueira acesa. Uma boa dose de cerveja pra relaxarmos um pouco. Fui até a piscina com o Comandante (longe da rapaziada), ligamos para o CMA1 de Guarulhos (de novo) e colocamos no viva voz. Ele disse que seria muito difícil voar no dia seguinte. Enfim, todos reunidos, energia lá em cima, cerveja no brinde; qualquer informação que diziam sobre o tempo, chuva e etc, não iria nem prestar a atenção naquele momento. Minha mente estava decidida que iria acontecer. A chance de 1% pra voar, vai derrubar os outros 99% que diziam que iria chover.

Todos foram dormir; devidamente acomodados. Não consegui. Fui na área do churrasco. Organizei minimamente a louça (não lavei, só organizei na pia). Garrafas (vazias) enfileiradas e assim por diante. Aquela “última” olhada pro céu, lá pelas 23:52h, quase virando pra sexta-feira. Chegava a forçar os olhos pra tentar enxergar uma estrelinha no céu ou qualquer coisa parecida, pra dormir mentalmente confortável. Não vi nada.

Casa lotada. Deitei no sofá. O diretor do filme no sofá do lado. E um dos cervejeiros num colchão perto da porta. Era a típica casa mineira, onde fecha a porta da sala e tudo vira quarto mesmo, de tão hospitaleiros.

A alvorada pra todos foi às 4:30h. Às 3:34h na madrugada, uma mensagem no celular, do Comandante. “Limonada, bom dia. Acho que vai dar voo”.

E deu voo no limite!

Agradecimento especial ao Comandante Feodor Nenov e todos que estavam lá e acreditaram até o último segundo que haveria voo. Isso sim é um time!!!

No início de junho, sem chuva, a aventura completa dessa história será contada no youtube. Pra saber mais, o instagram @cerveja.lift vai proseando com todos! #cervejalift

Limonada!

Johnnie Lustoza

E-mail: joaolustoza@destinocervejeiro.com

Editor do blog de cervoturismo, Destino Cervejeiro e redator convidado do Bom de Copo. É apaixonado por turismo cervejeiro, mas não nega um convite para uma cerveja em algum boteco copo sujo da esquina.

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